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domingo, 18 de agosto de 2013

NO CAMINHO DOS RIOS - Mobilidade em Manaus

Que bom que a discussão sobre a inclusão oficial do transporte público fluvial esteja de volta entre especialistas e autoridades. Há tempos alguns defensores tentam convencer nossos representantes de que isso é perfeitamente viável e possível. Precisamos sim, que haja investimento principalmente nos portos e pontos de integração entre o transporte fluvial aos outros transportes já em funcionamento.

Interessante também ler os comentários sobre a matéria, especialmente este que reproduzo aqui.

Raimundo Pereira

18 ago 13, 2:20 pm (há cerca de 2 dias, 45 horas)
Para um estado como nosso Amazonas, o tempo passou, os políticos passaram e não atentaram-se para política públicas que ha´tempos teriam minimizado um grave problema da era contemporânea:mobilidade urbana.Senão vejamos, uma afirmação geográfica e histórica de que a cidade de Manaus localiza-se a margem esquerda do Rio Negro, quantos homens públicos em suas viagens de férias, intercâmbios de aprendizados passaram por Veneza e lá deslumbraram-se com sua gôndolas entrecortando sua "ruas"? e por que não copiaram a implantaram a ideia em nossa capital, cerceada do majestoso rio negro?
Imaginemos barcaças construídas e adaptadas as condições de nosso clima, coloridas e estruturadas à todos os seguimentos sociais que singrasses esse rio partindo do Tarumã,Ponta Negra,São Raimundo.Glória,Aparecida,Educandos,Colonia Oliveira Machado e desembarcasse seus clientes em um terminal fluvial também com toda uma infra- estrutura, à altura da modernidade?Com certeza o custo benefício seria excelente para diversos seguimentos; o poder público, a população dessas regiões em diversos setores sociais, economizando tempo, fugindo do caótico transito que vem transformando a pacata cidade em uma metrópole por suas demandas de problemas, e sobretudo a diminuição considerável de estresse. Embora tenha apresentado essa sugestão a um deputado no no de 1999, ele à época que esse problema nõ era ada alçada do legislativo estadual, e sim dos vereadores, fiquei triste, agora com a discussão na mesa, não seria o momento ideal de retomar esse tema, levando-se em conta nossa participação na Copa 2014, com a resposta nossos gestores públicos e parlamentares (todos;federais,estaduais e municipais), tenho dito...
(Obs:esse assunto está dentro do contexto desta discussão)


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Acrítica.com
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Mobilidade nos rios do Amazonas

Especialistas afirmam que é possível implementar e viabilizar o transporte público fluvial no Amazonas, com regulamentação da atividade e subsídios para uma tarifa praticável

    Uma das medidas apontadas para viabilizar o transporte fluvial no Amazonas é investir na ampliação e adequação dos portos
    Uma das medidas apontadas para viabilizar o transporte fluvial no Amazonas é investir na ampliação e adequação dos portos (Márcio Silva -21/dez/2012)
    Regulamentação da atividade, investimentos de Estados e Municípios e subsídios para uma tarifa praticável são algumas soluções apontadas para a implementação do transporte público fluvial. De acordo com o superintendente de Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, ela é possível sim e algumas cidades do País já adotam o sistema, como Porto Alegre e Marabá, este último ainda em estudo.
    “Agora que o País acordou para a questão da mobilidade urbana, é preciso inserir nas pautas de discussão a questão do transporte fluvial urbano”. Segundo ele, ao crescer e desenvolver-se “de costas para o rio que a margeia”, Manaus não foge à regra das demais cidades com as mesmas características, mas é preciso se pensar urgente em como integrar esse modal ao demais transportes públicos. “Ainda mais na Amazônia, onde as vias são os rios”, disse. Dados da Antaq apontam que 80% dos rios navegáveis do Brasil estão localizados na Amazônia.
    Subsídio
    Ele alerta para o fato de que não é possível fazer transporte urbano se não houve subsídio, a exemplo do que acontece com o metrô em grandes cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, e com os ônibus, em todo o País. A medida é necessária para tornar a tarifa praticável, uma vez que se ela tiver que reembolsar o custo do empresário, ninguém vai usar. “É preciso investir também em terminais porque hoje, principalmente em Manaus, mal tem onde o barco chegar”, completou.
    Segundo ele não há por que não se investir na navegação como transporte urbano, uma vez que trata-se de um modal mais sustentável, com menor emissão de CO2, além de ser uma alternativa aos engarrafamentos enfrentados hoje nas cidades.
    Interior
    Atualmente, 9 milhões de pessoas ao ano utilizam embarcações como meio de transporte para se locomover na Amazônia, segundo a Antaq. Os dados constam do estudo “Transporte Fluvial de Passageiros na Amazônia”, feito pelo órgão em parceria com a Universidade Federal do Pará, e que foi lançado em Manaus esta semana, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). No próximo dia 6, será lançado em Porto Velho e, dia 19, em Belém. No dia 10 de outubro o ciclo será concluído com o lançamento em Macapá.
    Fiscalização não impede atuação de irregulares
    Qualquer pessoa que quiser comprar um barco e começar a transportar passageiros, hoje, pode fazê-lo. Não há nenhum controle ou autorização que impeça o fato. A declaração é do capitão-de-mar-guerra Paulo Cesar Machado, comandante da Capitania dos Portos do Amazonas.
    Ele aponta a falta de atuação da um órgão regulador estadual, a exemplo do que acontece com os outros meios de transporte, como o principal problema. “À Marinha, compete a fiscalização da embarcação: questões de segurança, salva-guarda das pessoas, e de poluição do meio ambiente”. 
    A situação de informalidade no setor é tamanha, que a maior dificuldade encontrada hoje para a habilitação da tripulação e do piloto, é a falta de escolaridade. “Muitos procuram a gente para se regularizar, mas não têm escolaridade mínima para frequentar o curso. São semi-analfabetos”, disse comandante da Capitania dos Portos. Além disso, muitos não podem parar de trabalhar e o curso básico, de marinheiro fluvial, dura aproximadamente três meses.

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