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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Prefeitura de Manaus e os prédios históricos abandonados

Os processos demoram muito e os prédios se deterioram rápido. Essa área está protegida por leis municipais, estaduais e federais. Mas encontra-se assim... e já estamos em agosto e até agora e Secretaria Municipal Extraordinária de Requalificação do Centro, continua na (in) definição de projetos para o Centro Histórico.

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D24 AM
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Prefeitura tenta reverter prédios 

históricos para salvá-los do abandono

Construções centenárias representam risco de desabamento e incêndios no Centro de Manaus
[ i ]Rachaduras, mato e muito lixo tornam os prédios particulares históricos do Centro vulneráveis a desabamentos e incêndios, colocando a população em risco
Manaus - A Secretaria Municipal Extraordinária de Requalificação do Centro (Semex) informou que está tentando reverter os prédios particulares abandonados para o patrimônio municipal para poder realizar a restauração desses imóveis.
Muitos destes prédios, segundo a Semex, estão com altas dívidas do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) junto à Prefeitura de Manaus ou são alvo de brigas judiciais.
Estes prédios oferecem risco de desabamento e incêndios, prejudicam o comércio local e servem de criadouro para ratos e insetos por acumularem toneladas de papelão e outros materiais inflamáveis. Os imóveis depredados também assustam os turistas e poluem visualmente a cidade.
Quem espera ônibus no ponto final das linhas 305, 011 e 012, na Rua Tamandaré, precisa ficar atento ao alto dos quatro prédios antigos que ficam atrás da parada.
A cobradora Elaine Silva Martins, 34, conta que é comum desabar pedaços de concreto ou ferro da estrutura abandonada. “É um grande risco para todos nós. Já vi cair um bloco de cimento bem perto de uma criança que estava na calçada”, contou.
A dona de casa Marivam da Silva, 27, reclama que os prédios abandonados na Tamandaré estão infestados de ratos, pombos e lagartos. O local também atrai usuários de drogas e está impregnado por um forte mau cheiro.
“Claro que é uma falta de educação urinar aqui, mas como já está tudo caindo aos pedaços, ninguém se importa de sujar um pouco mais”.
Com placa de ‘vende-se ou aluga-se’ há mais de três anos, o prédio de número 50 ocupa uma quadra ao lado do Teatro da Instalação e mesmo com as portas fechadas o dia todo prejudica o comércio local. Os lojistas temem um incêndio e reclamam que o imóvel atrai muitos ratos.
“É um nojo, as pessoas evitam passar por aqui para não ter que desviar dos ratos. Nossas vitrines são menos apreciadas”, disse a comerciante Vanessa Mendes.
O vendedor Ginvardo Oliveira da Cruz, 43, observa que os turistas fazem sempre muitas fotografias dos prédios abandonados e entram nos estabelecimentos para pedir informações. “Eles não entendem porque imóveis tão bonitos, clássicos, estão abandonados como antro de drogados”.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, afirmou que é competência da Defesa Civil do Município avaliar os riscos de desabamento dos prédios.
Ele explicou que a corporação atua apenas quando já houve o desmoronamento. “Nós socorremos as vítimas, quando há, isolamos a área e esperamos as autoridades técnicas”, disse.
A Defesa Civil do Município informou, pela assessoria de comunicação, que precisa ser acionada para fazer vistorias técnicas.
Em 2010, foi realizada uma perícia em três prédios da Rua da Instalação, a pedido do Procuradoria do Meio Ambiente e Urbanismo, e na época foi comprovado risco moderado de desabamento nos imóveis do Centro.

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