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Mostrando postagens com o rótulo Ao Mestre Com Carinho

VIDA DE PROFESSORA: A SAGA

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Evany Nascimento - Professora desde 1999.   Hoje me peguei pensando No que é ser Professora Os problemas que enfrentamos Mesmo quando se é doutora O trabalho não se esgota Até depois de lançar nota E pior quando se é genitora   Vou contar então essa saga Bem do meu ponto de vista Alguns podem dizer que é praga Outros podem anotar a lista Dos desprazeres que somam À vida dos que tomam Profissão não tão bem quista   A FORMAÇÃO Quem olha de fora não vê Esse trabalho exaustivo Pensa, supõe e até crê Que conhecimento é contemplativo Que não precisa dedicação Ler não é só decodificação É um trabalho reflexivo Aprender esse ofício Requer anos de estudo Preparação e sacrifícios Para entrar nesse outro mundo Precisa investimento Custa caro esse tempo E não se chega a aprender tudo Para se formar professor Tem que fazer Licenciatura Esse desafio exige amor E uma boa dose de loucura São quatro anos de curso Uma vida nesse percurso Uma estrada que não é segura ...

Ao Mestre Alexandre Oliveira

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Eu já estava encerrando a graduação em Educação Artística, e não sabia que caminho tomar depois disso. Não sabia o que eu ia fazer na sala de aula como professora de artes, com música. Foi nesse momento de crise, que o professor Alexandre Oliveira entrou na minha vida. A disciplina de Prática de Ensino em Música, mudou a forma como eu encarei minha profissão daquele momento em diante. Foi o magnetismo do professor, sua paixão pela música, sua metodologia dinâmica que me fez descobrir os caminhos da educação musical. E recuperar o encanto do aluno pelo curso na reta final não é tarefa fácil. Continuei apaixonada pela história da arte mas, nas escolas por onde passei, sempre trabalhei com musicalização. E as dinâmicas e jogos de educação musical sempre me acompanharam como possibilidade metodológica na minha prática em sala de aula, da educação infantil ao ensino superior. Daí em diante, passamos a fazer parte do mesmo grupo de amigos e ainda fomos colegas em uma disciplina no mest...

Ao Mestre Elias Farias

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Conheci o professor Elias Farias no primeiro dia de aula da graduação em Licenciatura Plena em Educação Artística, na Universidade Federal do Amazonas, em 1995. Depois de 3 vestibulares eu finalmente conseguia ingressar num curso superior. Elias fez a recepção da turma nova e aumentou meu encanto pelo curso. Ser arte-educadora passou a ser a minha maior meta. E assim se passaram 3 anos e meio. Em meio a conflitos, aparecia o pacificador Elias Farias. "Seu jeito simples de conversar tocava o coração de quem o escutava". Não sei se realmente tocava a todos mas, ele conseguia amenizar todas as situações e me deixava querendo aprender esse segredo, ter esse poder de mediar com arte. O sorriso acolhedor, as palavras de motivação, sempre estiveram presentes no repertório deste mestre que sigo admirando. Educar com arte e mostrar que é possível ter conteúdo sem ser pesado, ele conseguia. Despertar o desejo de ir buscar, e não pressionar pelos resultados mas, acompanhando o pro...

Ao Mestre Anderson Matos

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"Siga a estrada de tijolos amarelos." O ícone de Anderson Mattos Anderson Mattos é uma dessas pessoas que constrói uma estrada de tijolos amarelos por onde passa. Seja com um grupo espírita, com educadores indígenas, educadores à distância mediados por uma televisão... seja com educadores mirins num bairro segregado da zona leste de Manaus. Anderson Mattos chega e mostra que é possível sonhar e realizar! A criatividade parece que flui dos seus poros como se fosse mágica. Mas, não é. Anderson pesquisa, trabalha de sol a sol, de chuva a chuva. Cria... recria... inventa e se reinventa sempre. Tive o prazer de conhecê-lo em 2003 e de trabalhar com ele em projetos pedagógicos e produções musicais. A partir daí, não parei de me surpreender com seu potencial criativo e suas ideias mirabolantes que conquistam sempre. Um pedagogo como ainda não conheci outro. Porque sua formação acadêmica não resume sua prática profissional. Anderson tem mil habilidades: escreve roteiros, ...

À Mestra Lucifátima

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A 5ª série é um momento de transição roubado, porque saimos da fase da manhã inteira com a "tia", para encarar a cada 45minutos, um professor diferente. E eu tinha um caderno para cada disciplina (mania de organização). Lembro que o primeiro livro que eu realmente gostei foi o livro de Português. Muito mais pelos poemas do que pelos exercícios. E dessa fase escolar, a professora que mais marcou foi a professora de Pôrtuguês, Lucifátima. Uma nordestina forte. Quando retomo a minha trajetória de leitora, lembro dela. E quando penso nas minhas estratégias em sala de aula, tenho muito dela também. A cada bimestre, ela presenteava o aluno que tinha tirado a melhor nota, com um livro. Esse ano da 5ª série, eu ganhei 2 livros e 1 relicário. Lucifátima era rigorosa na escrita e na leitura, e na gramática, que confundia a gente. Hoje consigo perceber que tivemos uma educação boa, numa escola pública da zona leste de Manaus, nesse período. Muito pelo esforço do professor (algumas ...