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Mostrando postagens com o rótulo Poesia Nossa de Cada Dia

A CAIXA - um poema para um livro de imagem

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  Livro A Caixa, do ilustrador Jótah. Editora Paulinas, 2021. Em 2021, quando vi esse livro lá na Livraria Paulinas (Centro Histórico de Manaus), fiquei encantada! Gostei das ilustrações e achei bem diferente a diagramação, diferente da história em quadrinhos, dos livros de imagem em página inteira e com uma proposta de narrativa visual longa e divertida. Comprei e fui fui feliz para casa. Quando fui abrindo para, por fim, fazer a leitura, me deparei com a necessidade de diminuir a velocidade e tentar encontrar o fio da meada, onde começava exatamente a história. Aquietei o coração e comecei a folhear lentamente. Olhando as imagens, uma a uma, quadro a quadro, ia se formando uma narrativa na minha cabeça, eu estava lendo as imagens de forma poética. Parei num sobressalto! Liguei o computador e voltei desde a capa. Resolvi viver a experiência da leitura fazendo, ao mesmo tempo, um texto com a narrativa que as imagens faziam explodir na minha cabeça, sem ensaio, na surpresa de cada p...

A poesia na minha vida

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  “Poesia, arte que salva”. Esse tema é realmente muito pertinente e poético! A poesia sempre esteve presente na minha vida, mesmo antes dos livros chegarem. Minha avó e minha mãe cantavam enquanto trabalhavam e eu fui me acostumando a ouvir as rimas e a musicalidade das palavras. Nem minha avó nem minha mãe sabiam ler e escrever. O primeiro poema que lembro de ter lido e que me marcou foi em uma coleção de livros de Português que passavam vendendo na rua e mamãe comprou para me ajudar na escola. Foram meus primeiros livros e, lá, no livro dedicado a fragmentos de literatura, eu li Irene no céu , do Manuel Bandeira.   Irene no Céu   Irene preta Irene boa Irene sempre de bom humor.   Imagino Irene entrando no céu:                       - Licença, meu branco!                       E São Pedro bonachão:           ...

POEMA-TERAPIA

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  Abrigo. Caneta sobre papel A4. fev/2022. Evany Nascimento Sempre gostei de escrever!  Meus primeiros poemas surgiram aos 11 anos de idade. A prática de manter diários também me acompanhou durante toda a adolescência e a vida adulta. Sempre foi uma forma de externalizar principalmente aquilo que me incomodava. No papel de professora, passei a adotar também a poesia como recurso didático. Mas é no plano afetivo que as palavras me ajudam a me comunicar e muitas vezes a dizer aquilo que não consigo dizer de outra forma. Esse post é para apresentar um poema em que consigo dizer de algo que me incomodava e que recebeu de volta uma "resposta" que me encantou. Estou chamando de "poema-terapia" porque estamos falando sobre esses incômodos, nos abrindo e nos curando de alguma forma. A resposta foi dada pela pessoa com quem estou descobrindo novas possibilidades de felicidade. E uma delas foi a alma poética compartilhada! Acredito que essa parceria que está se desdobrando pa...