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Mostrando postagens com o rótulo OPINIÃO

Sobre Manaus: por que é mais fácil desistir?

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A fila na sombra do poste, uma cena comum nas ruas de Manaus. Andar de ônibus em Manaus é uma experiência degradante, humilhante, desumana. Principalmente no período do verão, o que significa todo o ano praticamente. O sol é muito forte, um calor insuportável, umidade altíssima. Contra isso não há o que fazer. Mas dá para diminuir o sofrimento da população que precisa usar os serviços de transporte coletivo público. Ônibus velhos, barulhentos, lotados, que demoram a passar. Ruas esburacadas, paradas de ônibus sem proteção, congestionamentos infindáveis. Um verdadeiro caos. Para alguns bairros o caos é ainda maior. As pessoas que moram nos bairros menos urbanizados são as que mais sofrem. Debaixo desse sol, entrar em um ônibus lotado e demorar mais de uma hora para chegar ao seu destino, parece ser um castigo dado a quem insistiu em nascer em Manaus. O suor banha o corpo, a impaciência toma conta, vem a leseira do mormaço, é impossível resistir e manter uma individualidade. Viram...

Sobre a manifestação dos professores do Estado, em Manaus

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Essa semana, houve uma manifestação realizada pelos professores do Estado, organizada em dois dias: na quinta-feira (23), uma parada silenciosa nas escolas, os professores ficaram na sala dos professores, não foram para a sala de aula; na sexta (24), reuniram-se em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Acompanhei de longe pelos poucos noticiários e agora, lendo com calma o que foi veiculado na internet sobre esse assunto, achei oportuno uma reflexão.  É interessante observar como os discursos são construídos pela mídia e a quem eles estão representando, por mais que a ‘missão’ da comunicação seja em primeiro lugar, o serviço. Gosto sempre de ler as matérias que saem em todos os jornais, pra ter uma ideia um pouco melhor do que aconteceu, e ainda assim, não se apreende muita coisa, às vezes isso confunde mais. Mas vamos ao que está posto nos quatro principais jornais da cidade.  No Em Tempo e no D24, foram anunciadas a participação de “aproximadamente MIL profess...

Ser professor ou vender pipoca?

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Pipoqueira Retrô - Nostalgia Nota 1 Há algum tempo, passamos, eu e minha irmã, em uma loja no shopping e nos deparamos com alguns objetos graciosos e com tom de tempos antigos, saudosos, lembrando som de carrossel... eram pipoqueiras e máquinas de algodão doce retrô. O tamanho, as cores, a forma, tudo muito atrativo e o preço e as facilidades de pagamento, também. Pensamos em comprar para as nossas festas de família que já estão merecendo superprodução e planejamento com um ano de antecedência. Viajamos na montagem do evento, e em todos os detalhes e depois fomos embora cuidar da vida prática. Não compramos nada. Mas a pipoqueira ficou na memória. Nota 2 Há algum tempo minha mãe comentou em casa sobre um antigo colega de trabalho dela que, depois de aposentado, comprou um carrinho de pipoca e começou a vender pipoca na frente do Posto de Saúde. Segundo ela, ele fez a casa dele, comprou outras, aluga as casas e continua investindo em imóveis, com o dinheiro da pipoca. Quando pa...