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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Igreja de São Sebastião, em Manaus, precisa de reparos

A Igreja de São Sebastião, localizada na rua 10 de Julho, e que dá nome à praça e ao Largo de São Sebastião, mais uma vez precisa de ações para a preservação do prédio. Trata-se de uma das igrejas mais bonitas quanto à decoração interna e elementos arquitetônicos. É a Igreja que está no espaço mais nobre do Centro Histórico, no entorno do Teatro Amazonas, sendo por isso, a Igreja que está mais sujeita a visitações de turistas. Apenas as doações de fiéis não são suficientes para as obras de manutenção da estrutura do prédio que é patrimônio estadual e nacional. Este artigo é bom para pensar sobre as responsabilidades quanto à manutenção do patrimônio. A quem cabe custear tais despesas? Vamos aguardar os próximos capítulos, as medidas que serão tomadas pelo Iphan, por exemplo.

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Jornal Em Tempo

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Infiltrações causam danos à Igreja de São Sebastião

As infiltrações são visíveis para qualquer pessoa que visite o templo – foto: Alberto César Araújo
As infiltrações são visíveis para qualquer pessoa que visite o templo – foto: Alberto César Araújo

Infiltração, goteiras e problemas com a rede elétrica têm sido os problemas frequentes na Paróquia de São Sebastião, na rua Dez de Julho, Centro. A igreja, tombada como patrimônio histórico e artístico, tem dependido dos próprios fiéis para que medidas paliativas sejam tomadas.
As infiltrações são visíveis para qualquer pessoa que visite o templo. Durante a chuva, as águas passam para dentro dos canos por onde estão os fios de eletricidade e acabam queimando parte dos lustres da lateral direita do altar. As goteiras também pioram com o tempo.
Com uma certa regularidade, os religiosos precisam se unir para angariar fundos e contratar pessoas que realizem algum de tipo de serviço, porém o problema não é sanado devido ao alto custo.
De acordo com o frei Sebastião Fernandes, o caso mais alarmante ocorreu na noite de domingo (21), durante uma forte chuva, quando parte da missa foi prejudicada. “As pessoas ficaram espantadas com a quantidade de goteiras e de água que escorria. Tivemos que cancelar o momento de adoração ao santíssimo”. Alguns membros mais envolvidos na igreja tiveram que secar o chão e ficar esvaziando baldes durante a missa.
Outro problema que aguarda manutenção são as colunas que sustentam a parte superior da igreja, onde fica localizado o coral. As pilastras possuem rachaduras e partes quebradas, e para evitar qualquer tipo de acidente, o local é acessado somente quando realmente necessário e apenas por uma ou duas pessoas no máximo.
De acordo com o pároco da igreja, frei Sebastião Fernandes, vários documentos já foram enviados para o governo pedindo solução há quase dois anos.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) afirmou que a igreja passou a ser patrimônio nacional no fim de 2012. “Desconhecíamos a situação do local, porém vamos tomar as devidas providências e fiscalizar para saber o que de fato ocorreu”, disse a superintendente substituta Heloisa Araújo.

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