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domingo, 26 de maio de 2013

Sobre a manifestação dos professores do Estado, em Manaus

Essa semana, houve uma manifestação realizada pelos professores do Estado, organizada em dois dias: na quinta-feira (23), uma parada silenciosa nas escolas, os professores ficaram na sala dos professores, não foram para a sala de aula; na sexta (24), reuniram-se em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Acompanhei de longe pelos poucos noticiários e agora, lendo com calma o que foi veiculado na internet sobre esse assunto, achei oportuno uma reflexão. 

É interessante observar como os discursos são construídos pela mídia e a quem eles estão representando, por mais que a ‘missão’ da comunicação seja em primeiro lugar, o serviço. Gosto sempre de ler as matérias que saem em todos os jornais, pra ter uma ideia um pouco melhor do que aconteceu, e ainda assim, não se apreende muita coisa, às vezes isso confunde mais. Mas vamos ao que está posto nos quatro principais jornais da cidade. 

No Em Tempo e no D24, foram anunciadas a participação de “aproximadamente MIL professores”, no Jornal A Crítica e G1 AM, “aproximadamente DOIS MIL professores”. Uma diferença que precisa ser considerada. Quem lê as matérias vai acreditar em qual estimativa de participação? Quantos professores realmente estiveram presentes? Mil ou dois mil? Eis uma questão.  

Destes jornais citados, apenas a matéria do Em Tempo foi veiculada no dia seguinte, todas as outras estão datadas do dia do evento mesmo, 24 de maio de 2013. A urgência em colocar uma matéria no ar, às vezes pode atropelar o conteúdo.

O Jornal A Crítica, Em Tempo e D24, apresentaram uma foto na matéria, com destaque para a multidão de professores com faixas e cartazes. O G1 AM publicou quatro fotos, sendo três de multidão e uma de professor com cartaz contra o Sinteam. Nesses ‘eventos’ os fotógrafos são os primeiros que chegam para fazer a cobertura. Mas houve uma economia de imagens na maioria dos jornais.

O Jornal A Crítica fez um texto sucinto com quatro parágrafos e sem entrevista. O Em Tempo, um texto mais descritivo com seis parágrafos, contendo a fala da “titular executiva da Seduc – Calina Mafra Hagge” e de duas professoras. O D24 fez um texto de onze parágrafos modelado (?) pelas falas dos entrevistados: coordenador da Asprom – Herbert Lambert, dois professores, o tenente da polícia, a secretária executiva da Seduc e a assessoria do Sinteam. O G1 AM trouxe o texto mais amplo, com 14 parágrafos e várias entrevistas, como o D24. Também foi o jornal que colocou mais a voz dos professores, foram cinco entrevistados. Mas o final da matéria ficou com a fala do Sinteam e as negociações que estão sendo feitas entre este sindicato e o governo do Estado.

Quanto à manchete, também podemos fazer algumas relações. O A Crítica  e o G1 AM vieram com manchetes colocando os dois principais envolvidos: os professores e o Governo do Estado. A manchete do A Crítica: “Professores fazem manifestação em frente à sede do Governo em Manaus”. Manchete do G1 AM: “Professores fazem protesto em frente à sede do Governo do Amazonas”. O D24 vem com uma manchete em tom de causa e efeito: “Professores manifestam por reajuste salarial e Seduc aplica faltas”. Enquanto que o jornal Em Tempo, fez uma manchete totalmente punitiva: “Professores grevistas vão ter os dias descontados”.

Com exceção do Jornal A Crítica (até pela economia de texto), todos os outros mencionaram os prejuízos que o protesto dos professores causou na via: “avenida parcialmente tomada”, “pararam a via”, “engarrafamento de um quilômetro com duas colisões”.

Quanto ao que os professores estava reivindicando, todos os jornais citaram o “reajuste salarial”. Sendo que o A Crítica mencionou o “aumento de 15%” e o “cumprimento da Lei nº 11.738/08” e o G1, além disso, também incluiu melhores condições de trabalho (plano de saúde, auxílio transporte e alimentação).

Na fala dos professores é possível perceber algumas das reivindicações. Contra a falta de valorização do Governo; contra estrutura engessada da Seduc que dificulta a licença para que os professores façam especializações; contra a falta de apoio por parte do Sinteam; mas principalmente contra o assédio moral sofrido nas escolas, denúncia que segundo o representante da Asprom, será encaminhada ao Ministério Público Estadual.

Além da fala dos professores, também vale a pena destacar os comentários ao final das matérias. Foram ao todo 29 comentários (apenas o jornal D24 não tem comentários de leitores). E todos eles foram favoráveis à paralização, parabenizaram os professores, criticaram o governo, mas principalmente, denunciaram a ligação entre o Sinteam e o Governo do Estado.

As falas da Seduc e do Sinteam aparecem ligadas, no sentido de que mencionam que estão em negociação sobre a pauta de reivindicação dos professores. E uma se apoia na outra para dizer que a manifestação foi ilegal e que por isso serão aplicadas todas as ações punitivas. A Secretaria de Educação e o Sindicato dos professores se unem para desqualificar a manifestação de mil ou dois mil professores. Para os professores entrevistados, o Sinteam não os representa, mesmo sendo o “representante oficial da categoria” que agora conta com a Asprom, responsável pela organização da manifestação.

São muitos os elementos e muito terreno para investigação e análises. Mas deixo apenas esses pontos para reflexão, para pensar em como as informações são veiculadas e como precisamos ouvir mais de uma voz para tirar nossas próprias conclusões. A voz tem sempre uma intenção, porque parte de um lugar e defende um ponto de vista. Então, a partir dessas matérias é possível perceber a quem está favorecendo o discurso que não legitima a organização dos professores e o ato que foi realizado essa semana.


De minha parte, reconheço como justas as reivindicações dos professores porque sei, por experiência própria (sou professora ainda ligada à Seduc) que a situação nas escolas está cada vez pior. E fiquei feliz em ver a quantidade de professores que aderiu à manifestação, porque somos uma classe que suporta muita coisa sem reclamar abertamente. São os professores que resolvem, na sala de aula, as falhas dos Governos. E lembro do meu professor de História da 6ª série, que participou de muitas greves nos anos 1980. Em uma delas, ele levou um tiro na perna, ainda hoje anda de ônibus e mancando. Com ele aprendi que a História é um apanhado de versões por isso precisamos duvidar do que está escrito e duvidar de quem nos representa. 

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Professores fazem manifestação em frente à sede do Governo em Manaus

Eles protestam por aumento salarial (15%) e o cumprimento da Lei nº 11.738/08 que determina um piso de R$1.451, entre outras melhorias para a categoria

    Professores fazem manifestação na manhã desta sexta (24) em frente a sede do Governo
    Professores fazem manifestação na manhã desta sexta (24) em frente a sede do Governo (Antônio Menezes)
    Na manhã desta sexta-feira (24) cerca de dois mil professores da rede estadual de ensino realizaram uma manifestação em frente à sede do Governo, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.
    Munidos de faixas e cartazes, os professores protestam por aumento salarial (15%) e o cumprimento da Lei nº 11.738/08 que determina um piso de R$1.451, entre outras melhorias para a categoria na área da educação.
    Na quinta (23) os educadores realizam um protesto de formasilenciosa. Pararam as atividades e ficaram na sala dos professores.
    A manifestação é coordenada pela Associação de Professores e Luta de Manaus (Asprom) e não tem apoio do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
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    Professores grevistas vão ter os dias descontados

    A avenida Brasil, sentido bairro-Centro, ficou parcialmente tomada pela manifestação – foto: Ione Moreno
    A avenida Brasil, sentido bairro-Centro, ficou parcialmente tomada pela manifestação – foto: Ione Moreno

    Os professores que participaram da paralisação de dois dias orquestrada pela Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) serão penalizados de acordo com o Estatuto do Magistério com descontos e faltas não justificadas. A informação é da titular executiva da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Calina Mafra Hagge.

    O movimento começou na última quinta-feira (23). Nesta sexta-feira (24), pelo menos mil professores da rede estadual de ensino protestaram em frente à sede do governo do Estado do Amazonas, na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste de Manaus. A estimativa foi contabilizada por policiais da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).
    Em tom de protesto, os docentes levantaram faixas e cartazes reivindicando o encaminhamento imediato da atual proposta de reajuste salarial à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para discussão a cerca do reajuste até então fixado em 8,31%.
    A avenida Brasil, sentido bairro-Centro, ficou parcialmente tomada pela manifestação dos docentes. No local, 20 policiais militares e seis agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) fiscalizaram o ato.
    A professora Ana Cristina Marinho, 42, da Escola Estadual Senador Manoel Severiano Nunes, apontou falta de interesse por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). “O sindicato não faz nada para nos representar, ficaram todos de braços cruzados quando mais precisamos sendo que é a entidade que deveria fazer algo por todos nós. Estamos aqui sem apoio, e isso aqui não é greve, e sim um ato de repúdio”, disse Ana Cristina.
    A docente Yanda Silva, 26, do Centro de Educação em Tempo Integral Elisa Bessa Freire (Ceti) contou que a classe foi intimidada pela direção da unidade.
    “Os professores que vieram hoje (ontem) foram amedrontados por cumprir um direito que é nosso. Da minha escola vieram quase 95% e o restante ficou com medo de retaliação por parte da escola e representantes do secretário, que ontem (23) estiveram na escola pedindo que não viéssemos para esse movimento”, relatou.
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    24/05/2013 13h19 - Atualizado em 24/05/2013 13h32

    Professores fazem protesto 



    em frente à sede do  



    Governo do Amazonas


    Manifestantes se concentraram na rua com bandeiras e faixas.
    Seduc afirma que proposta de reajuste será divulgada na quarta (29).

    Camila HenriquesDo G1 AM
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    Protesto interdita Avenda Brasil, na Zona Oeste de Manaus (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Protesto interdita Avenda Brasil, na Zona Oeste de Manaus (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
    Aproximadamente 2 mil profissionais da educação estadual pararam uma das principais vias da Zona Oeste de Manaus, na manhã desta sexta-feira (24) em protesto por reajuste e melhores condições de trabalho nas escolas. Os manifestantes se dirigiram para a frente da sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa. À tarde, eles devem procurar o Ministério Público Estadual para protocolar denúncias contra a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc). A Secretaria alega que mantém negociações com o sindicado sobre a pauta de reivindicações da categoria.

    A Associação do Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) estima que o protesto, iniciado na quinta-feira (23) dentro das escolas, contou com, pelo menos, 150 unidades de ensino de diversas zonas de Manaus. Os manifestantes se concentraram com bandeiras, faixas e carros de som.
    Manifestação reuniu cerca de 2 mil professores (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Manifestação reuniu cerca de 2 mil professores (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
    De acordo com o representante da Asprom, Lambert Melo, entre as reivindicações, a categoria cobra o cumprimento do Piso Salarial Nacional, aumento de 15%, plano de saúde, auxílios de transporte e alimentação, além de eleição direta para diretores. Segundo ele, o principal objetivo do protesto é ter um resposta imediata sobre as reivindicações.

    "O secretário de Educação disse, na última quarta-feira (22), que encaminhará uma proposta do governo para a Assembleia Legislativa. Vamos acompanhar para definir as próximas ações. Tudo vai depender da proposta", disse. Melo afirmou ainda que representantes da associação devem comparecer à sede do Ministério Público Estadual para protocolar denúncias de professores contra a Seduc.
    Presente no ato, a professora da Escola Estadual Francisca de Paula de Jesus Isabel, localizada no Conjunto Oswaldo Frota, Zona Norte, Darlen Lúcia, explicou que o protesto também cobra o fim do assédio moral nas unidades de ensino. Ela afirmou ao G1 que os professores são vítimas de constantes constrangimentos por parte dos diretores das escolas. "Vamos ao Ministério Público denunciá-los com imagens que provam isso. Eles rejeitam os pedidos de licença para que os professores façam especializações e também licenças de saúde", afirmou.
    Lisa Nascimento, professora licenciada do estado, destacou que todas as reivindicações exigidas pela categoria são amparadas por lei. "Queremos uma gestão democrática, porque a Seduc ignora a declaração de direitos humanos ao professores. A Seduc tem uma política educacional repressora que remete à ditadura. Não há amparo para professores se licenciarem para se especializarem e nem os auxílios básicos, como transporte e saúde", disse Lisa."Estamos aqui para pedir melhores condições de trabalho. Eles falaram que vão retaliar os professores que aderiram ao movimento. Estamos parados até hoje, e mais tarde vamos definir quais os próximos passos", completou a professora Ednamar Tavares, da Escola Elina Pinheiro, Zona Norte.
    Manifestantes se concentraram na rua com bandeiras, faixas e carros de som tocando (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Manifestantes se concentraram na rua com bandeiras, faixas e carros de som (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
    Um professor da rede estadual, que não quis ser identificado, também criticou as atuais condições de trabalho dos professores nas salas de aula. Ele denunciou a falta de suporte da Secretaria de Estado da Educação. "Existem professores que são escalados para dar aulas em até três escolas diferentes no mesmo turno e não há auxilio transporte. Além disso, não há materiais básicos de sala de aula, como para a aplicação de provas. Pedimos R$ 0,10 de cada aluno para tirar xerox das provas. As salas de aula estão sem ar. Na escola onde eu trabalho, existem até ratos. Isso acaba afetando as crianças, fazendo com que elas se ausentem e se sintam motivadas a faltar", disse o professor da escola Eunice Serrano, no Centro de Manaus.

    Policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) controlaram o tráfego nas ruas percorridas pelos manifestantes. O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) informou que a manifestação deixou o trânsito com lentidão na Avenida Brasil, no sentido bairro/centro da via. Por volta das 10h30, o instituto registrava grande concentração de carros no local. Agentes foram deslocados para contornar a situação.

    A secretária Executiva da Seduc, Calina Mafra Hagge, informou ao G1 que o governo do estado está negociando a pauta de reivindicação com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), que representa oficialmente a categoria. "É com eles [Sindicato] que o estado vem mantendo as negociações. O aumento solicitado pelos professores será divulgado na próxima semana e, obviamente, o maior aumento possível é aquele que a gente está buscando", disse. Segundo ela, uma proposta com o valor deverá ser encaminhada na quarta-feira (29) à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE).
    Educadores da rede estadual de ensino pedem reajuste (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Educadores da rede estadual de ensino pedem reajuste (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
    Sobre as denúncias relatadas pelos professores sobre casos de assédio moral nas escolas, além da falta de estrutura nas salas de aulas, a secretária informou que a Seduc apura casos de anormalidades dentro das salas de aula sempre que eles são denunciados.

    "Tudo aquilo que chega ao conhecimento da secretaria é apurado e os casos são encaminhados às instâncias competentes. O estado, por meio da Seduc, provê as escolas de materiais necessários, e aquilo que a escola não tem, deve ser demandado para a Seduc. Tudo o que chega ao conhecimento da secretaria é apurado. Quanto às licenças e afastamentos, isso tudo é tratado e analisado e, se atendido aos requisitos legais, a gente concede", afirmou.
    Sobre os relatos de casos de ratos na unidade de ensino no Centro de Manaus, a secretária Executiva disse desconhecer o caso, no entanto, afirmou que a Seduc vai apurar caso.
    Sindicato não apoia
    A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) divulgou que é o representante legítimo da categoria e reafirmou que não existe deliberação nos fóruns da entidade sobre qualquer paralisação. "O sindicato não se responsabiliza e rechaça veementemente qualquer ação de pessoas que têm interesses alheios ao fortalecimento e à unidade dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação", comunicou em nota.
    O Sindicato informou ainda que na quarta-feira (22) foi recebido pelo governador Omar Aziz, dando sequência à negociação da categoria para apresentar a contraproposta de reajuste definida em assembleia geral no dia 10 deste mês. De acordo com a nota, o Sindicato continua em processo de negociação com o governo do estado.
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    Professores manifestam por reajuste salarial e Seduc aplica faltas

    O coordenador da Asprom informou que hoje aproximadamente 100 escolas tiveram suas atividades paralisadas por conta do ato público.
    [ i ]Aproximadamente mil profissionais estiveram em frente à sede do Governo do Estado do Amazonas, zona oeste.
    Manaus - Buscando reivindicar o atraso de três meses do reajuste salarial dos professores e a não representação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Siteam), aproximadamente mil profissionais da educação estadual manifestaram em um ato público na manhã desta sexta-feira (24) em frente à sede do Governo do Estado do Amazonas, localizado na Avenida Brasil, bairro Compensa, zona oeste.
    Conforme o coordenador da Associação Movimento de Luta dos Professores em Manaus (Asprom), Herbet Lambert, a classe não aceita que o reajuste salarial de 8,31%, que teve data base para mudança no mês de março, seja pago em duas partes.
    "É uma vergonha essa proposta do governo de querer parcelar nosso reajuste em duas partes, sendo 6,31% no fim de junho e 2% em outubro. Exigimos também que o Estado cumpra a Lei Federal 11.738, que regulamenta o piso salarial dos professores de educação básica à R$ 950", explicou Lambert. O coordenador da Asprom informou que hoje aproximadamente 100 escolas tiveram suas atividades paralisadas por conta do ato público.
    A professora Darlem Lúcia falou de outras pendências, que conforme informou, prejudica o trabalho dos profissionais. "Nós não temos planos de saúde. O professor no Amazonas é tratado como se não fosse importante, é discriminalizado pelo governo, desrespeitado. Queremos que política social e valorize a educação. Quem desvaloriza o professor, desvaloriza os alunos", disse.
    Presente também no ato, a profissional de educação Lisa Nascimento se manifestou contra o Sinteam, que segundo ela, não representa os professores. "Esse sindicato não entende nossos interesses e não está do nosso lado. Ele não vai até as escolas conversar com os professores, não nos ouve, age de forma independente, sem se importar com nossa manifestação".
    O coordenador da Asprom informou que os professores vão denunciar assédio moral por parte da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ao Ministério Público Estadual, por conta das faltas lançadas aos manifestantes e o registro da ocorrência em livro de ata. O grupo vai pedir apoio da Arquidiocese de Manaus e realizar assembleia geral para definir os próximos passos da luta.
    Segundo o tenente Bruno Pereira, 20 policiais militares estavam no local para evitar conflito. "Está tudo tranquilo, a manifestação é de ordem pacífica, estamos aqui só para evitar qualquer confusão", disse.
    Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (ManausTrans) estavam no ato para organizar o engarrafamento, que acordo com o órgão, o engarrafamento foi de 1 quilômetro e foi registrado duas colisões de veículos.
    A secretária executiva da Seduc, Caline Hagge, informou que todos os pleitos da manifestação ocorrida já vem sendo discutidos pelo Siteam e pela secretaria. "Tudo está sendo discutido. Quando for decidido, a pauta do reajuste salarial com certeza vai à Assembleia Legislativa do Amazonas para ser votada. E não haverá perda salarial, pois será retroativo a data base", explicou.
    Quanto a representação do Siteam, a secretária informou que ele é o órgão instituído como representante dos professores, portanto a paralisação é ilegitima e as medidas legais para punir as faltas serão aplicadas.
    O Siteam, por meio de sua assessoria, também considera a atitude ilegítima e que as negociações com a Seduc estão em andamento.
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