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segunda-feira, 13 de maio de 2013

26 FILMES COM TEMÁTICA AMAZÔNICA

Muito interessante essa lista de 26 filmes com temática amazônica, disponibilizada pelo Portal Amazônia. É um material muito bom que abre possibilidades de pesquisas em várias áreas do conhecimento: design, comunicação, antropologia, artes... Há um ano, um amigo desenvolveu uma dissertação de mestrado analisando os filmes de animação com temática amazônica e criou categorias visuais de análise, ícones representativos do imaginário amazônico que estava presente nos filmes. Um material riquíssimo, e quando eu vi esta lista de filmes, lembrei imediatamente da dissertação de mestrado do Davi Coelho, defendida no Programa de Design da PUC-Rio. Há muitos outros filmes com essa temática, conforme indicado no final da matéria. Para quem se interessar, é só buscar no site do núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas – Ufam, o Navi, www.navi.ufam.edu.br/index.php/acervo.


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13 de maio de 2013 - atualizado as 17:05
Arte
Amazonas

Confira lista de produções cinematográficas com temática amazônica

O Portal Amazônia apresenta mais 26 filmes, rodados ou não na região Norte, com enredos surreais e reais sobre a região.

 Michel Guerrero - jornalismo@portalamazonia.com
MANAUS – A  região amazônica sempre despertou olhares curiosos pela mística paisagem e costumes. Em março, o portalamazonia.com publicou lista com 17 longas-metragens de sucesso rodados na região Norte.  Pela demanda de filmes, selecionamos mais 26 fitas com a temática – não necessariamente todas as locações são por estas bandas. Em estúdios e cenários naturais do Brasil, México ou Estados Unidos, enredos sólidos ou destoantes da  floresta, índios e personagens marcantes de nossa história foram destaque nas telonas.
Margareet Mee e a flor da lua (2013)
Focado na busca pela Flor Da Lua, o filme de Malu De Martino pincela as viagens pela região amazônica, mas tem como objetivo mostrar a trajetória até o descobrimento da planta. Segundo Malu, a planta foi encontrada em Anavilhanas, na região de Novo Airão. “O filme retrata a discussão da dificuldade de achar a flor. Além disso, ela é uma planta rara que nasce pela noite, na copa de uma árvore e morre logo de manhã. Teremos essa impressão também”, comentou. O longa de 80 minutos teve locações nas cidades de Novo Airão (AM), São Paulo, Rio de Janeiro e também na Inglaterra. Em Manaus, foi exibido recentemente.
Vale dos Esquecidos (2012)
Documentário de longa-metragem. Retrata o conflito por terras em uma remota região do Mato Grosso, onde a violência e o fogo defendem os interesses de grupos rivais: índios expulsos do seu lugar de origem, posseiros em busca de um pedaço de terra, grileiros invadindo terras ilegalmente, sem-terra esperando as decisões do governo e fazendeiros brigando para manter suas propriedades. Um relato sobre o desejo intrínseco do humano pela posse da terra, um retrato sobre a vida na Amazônia, uma obra que conta a história de um pedaço do Brasil em luta contra si mesmo. A direção é de Maria Raduan.
Onde Andará Dulce Veiga? (2008)
Nos anos 80, jornalista decide descobrir o paradeiro de Dulce Veiga, uma atriz e cantora, desaparecida misteriosamente na décade de 60. Ele terá que descobrir sobre si mesmo antes de encontrá-la. Na busca, atravessa o Brasil, do Rio de Janeiro à Floresta Amazônica e ficaa, cada vez mais, obcecado pela personalidade intrigante da filha de Dulce, uma famosa roqueira lésbica. Com direção de Guilherme de Almeida Prado e baseado em conto de Caio Fernando Abreu, o filme é encabeçado por Maitê Proença, Eriberto Leão, Carolina Dieckmann, Nuno Leal Maia e Christiane Torloni, entre outros.
Algumas locações aconteceram em Manaus.
Anjos do Sol (2006)
A fita mostra a saga da menina chamada Maria, de quase doze anos. Moradora do interior do Maranhão, é vendida, pela família, a um recrutador de prostitutas. Depois de ser comprada em leilão de meninas virgens, Maria é enviada para um prostíbul,o localizado numa pequena cidade, vizinha a um garimpo, na floresta amazônica. Após meses sofrendo abusos, Maria consegue fugir e atravessa o Brasil, por meio  de carona em caminhões. Ao chegar ao seu novo destino, o Rio de Janeiro, a prostituição se coloca novamente no seu caminho. As atitudes da protagonista, frente aos novos desafios, se tornam inesperadas e surpreendentes.
Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida (2004)
Bárbara é uma bióloga tímida, moradora em cidade próxima à floresta amazônica. Ela tem dois irmãos, Riacho e Manhã. Juntos, partem em busca de Igdrasil, lendária cidade subterrânea, povoada por descendentes dos vikings, aventureiros  que atravessaram o oceano Atlântico em destino ao rio Amazonas. Mas, para alcançar o objetivo, enfrentam perigos e situações arriscadas.
Bem-vindo à Selva (2003)
Travis (Seann William Scott) é um jovem de família rica, com interesse em viajar para a Amazônia em busca de uma mina de ouro perdida, popularmente chamada de Helldorado. Para encontrá-lo, a família do rapaz contrata Beck (The Rock), para buscá-lo no Brasil. Após alguns desentendimentos iniciais, Travis convence Beck a ajudá-lo em sua busca. Porém, eles precisarão enfrentar Hatcher (Christopher Walken), o chefe de uma mineradora, também está em busca de Helldorado. As filmagens seriam realizadas na própria Amazônia, mas o diretor Peter Berg e o produtor Kevin Misher desistiram da opção, após terem sido assaltados no Brasil, enquanto procuravam locações para o filme. O Havaí foi o país escolhido. O astro Arnold Schwarzenegger faz uma ponta no filme.
A Selva (2002)
Produção realizada na Espanha, Portugal e Brasil, com muitas das cenas feitas em Manaus. Alberto é um jovem monárquico português que, em 1912, é exilado em Belém do Pará. Através de seu tio, é contratado por um capataz para trabalhar no seringal de JucaTristão, em pleno coração da selva Amazônica. Após viagem pelo Rio Amazonas, aporta no Seringal Paraíso e vai trabalhar na extração da borracha, sob a proteção do cearense Firmino. Depois de um difícil período no coração da selva, Alberto é colocado no armazém do seringal e passa a conviver com Juca Tristão, Velasco, Caetano,Guerreiro e Dona Yayá. Em pouco tempo, apaixona-se por Yayá, e começam um romance inesperado. Atores amazonenses como Luiz Vitalli, Francisco Mendes, Gomes de Lima, Michel Guerrero e o saudoso Sérgio Lima participam da fita.
O dia da caça (1999)
Nando (Marcello Antony) há quatro anos abandonou o tráfico de drogas, e se vê obrigado a buscar 30 kg de cocaína na fronteira com a Colômbia. Pressionado, procura um amigo quase irmão, Vânder (Paulo Vespúcio). Ao retornarem da Colômbia, às margens do rio Amazonas, Nando e Vânder conhecem Monalise (Barbara Schulz), jovem amante de um traficante francês. Juntos descobrem que foram traídos. No caminho de volta a Brasília, eles resolvem arquitetar um plano suicida de vingança. O filme, premiado em festivais brasileiros e internacionais, teve locações em Manaus e Brasília.
Hans Staden (1999)
Produção luso-brasileira, o filme narra a história do soldado e marinheiro alemão Hans Staden, capturado no início do século XVI por uma tribo indígena brasileira, os Tupinambá; inimigos dos colonizadores portugueses. Trata-se de um dos poucos filmes na história do cinema em que a língua falada pelos atores é, de forma predominante, o tupi. No elenco estão: Carlos Evelyn, Beto Simas, Stênio Garcia, Sérgio Mamberti, Cláudia Liz, Darci Figueiredo e Milton de Almeida.
O cineasta da selva (1997)
Fatos são misturados a uma realidade imaginada, criada e encenada, neste documentário que conta a vida de um garoto (Silvino Santos, 1886-1970) que, nascido em Portugal, apaixona-se pelo Rio Amazonas. Na virada do século, com 13 anos, Silvino cruza o Atlântico em busca da ‘sonhada’ Amazônia fantástica, imaginada pelos europeus. Em 1913, realiza primeiro documentário de longa-metragem. Ele viveria sua aventura contracenando com grandes personalidades, testemunhando acontecimentos marcantes, do fausto à queda do monopólio da borracha. Com a Amazônia retratada por ele, no início do século, se torna um mito da selva e um dos pioneiros do cinema no Brasil. No elenco, estão José de Abreu e Denise Fraga; e, na direção, Aurélio Michiles.
Filme 'Cineasta da Selva' narra a história de Silvino Santos na Amazônia.  Foto: Divulgação
Filme ‘Cineasta da Selva’ narra a história de Silvino Santos na Amazônia. Foto: Divulgação
O curandeiro da selva (1992)
O cientista Robert Campbell (Sean Connery) transfere laboratório particular para o interior da floresta amazônica. Depois de três anos de total silêncio, ele pede do patrocinador, Laboratório Aston, uma assistente e um cromatógrafo a gás, sem dar maiores explicações. Na verdade, ele aparentemente encontrou a cura do câncer, mas não consegue duplicá-lo em laboratório. A chegada de Rae Crane (Lorraine Bracco), bioquímica dos Estados Unidos, servirá de auxílio em seu trabalho para tentar a descoberta. ‘O Curandeiro da Selva’ foi todo rodado na floresta de Catemaco, no México, com participação de diversos índios brasileiros, para dar maior autenticidade ao filme.
O sir Sean Connery estrela 'O curandeiro da selva', de 1992, com locações no México. Foto: Divulgação
O sir Sean Connery estrela ‘O curandeiro da selva’, de 1992, com locações no México. Foto: Divulgação
Brincando nos campos do senhor (1991)
O longa ‘Brincando nos Campos do Senhor’, do diretor Hector Babenco, tem a Floresta Amazônica como pano de fundo. Os personagens principais são dois aventureiros norte-americanos, quatro missionários fundamentalistas e selvagens índios niarunas, com conflitos fanáticos entre si. As filmagens foram bastante complicadas, devido a problemas ocorridos entre a equipe de produção e os índios; à febre que tomou parte da equipe; e, ainda, desentendimentos entre atores e a produção. A cantora brasileira Marlui Miranda é a responsável pelos cânticos indígenas e pela concepção linguística da tribo dos Niaruna. O ator amazonense Elias Monteiro foi um dos escolhidos pela produção local para participar do intrigante filme, rodado em Belém, no ano de 1990.
Idealizado por Hector Babenco, o longa 'Brincando nos Campos do Senhor' pode ser considerado um dos melhores filmes já feitos na Amazônia. Foto: Divulgação
Idealizado por Hector Babenco, o longa ‘Brincando nos Campos do Senhor’ pode ser considerado um dos melhores filmes já feitos na Amazônia. Foto: Divulgação
Lambada – A dança proibida (1989)
Miss Estados Unidos de 1985, Laura Herring interpreta princesa amazônica na luta pela preservação da floresta, no longa-metragem ‘Lambada – a dança proibida’. Em Los Angeles, participa de concurso de dança no intuito de chamar atenção da comunidade internacional para a causa. Na trama, ela é brasileira e vive dançando, mesmo depois de o ritmo musical lambada ser proibido no Brasil pela sensualidade extrema. A canção do grupo brasileiro Kaoma, ‘Chorando se foi’, serviu de tema para o filme, que teve exibição no extinto Cine Carmen Miranda, em Manaus. Clássica fita rodada na Flórida (EUA), com várias reprises nas sessões vespertinas da TV aberta. É considerado, por muitos, tosco e trash.
O filme 'Lambada - A dança proibida' foi um sucesso comercial, mas mostra uma Amazônia destoante da realidade. Foto: Divulgação
O filme ‘Lambada – A dança proibida’ foi um sucesso comercial, mas mostra uma Amazônia destoante da realidade. Foto: Divulgação
Kuarup (1989)
Na década de 1950, um padre, saindo de um isolado mosteiro de Recife, começa a trabalhar como missionário no Alto Xingu. Envolvido em tramas políticas e dilacerado pelos desejos carnais, ele deixa a igreja, vira indigenista e mais tarde, já nos anos 1960, passa a lutar contra o regime militar implantado em 1964. Da obra de Antonio Callado e com direção de Ruy Guerra, o filme conta com  Taumaturgo Ferreira, Lucélia Santos, Fernanda Torres, Cláudio Mamberti, Cláudia Raia e Cláudia Ohana.
Ele, o boto (1987)
Segundo uma lenda amazônica, em noite de lua cheia o Boto (Carlos Alberto Riccelli) vem à terra, e se transforma em humano, para seduzir e ser amado pelas mulheres; e odiado pelos homens. Uma de suas conquistas é a filha de um pescador. Constantemente, ele reaparece para seduzi-la e, mesmo quando ela se casa, ele continua aparecendo para ela. Tal atitude, provoca a ira do marido, que deseja matá-lo de qualquer jeito. O longa, rodado em Paraty (RJ), também teve o talento de Dira Paes e Cássia Kiss.
Cena do filme 'Ele, o boto', de 1987, com Carlos Alberto Ricelli e Dira Paes. Foto: Divulgação
Cena do filme ‘Ele, o boto’, de 1987, com Carlos Alberto Ricelli e Dira Paes. Foto: Divulgação
Floresta de esmeraldas (1985)
Bill Markham é um engenheiro americano encarregado de uma barragem na selva amazônica. Quando seu filho Tommy, de sete anos, é raptado pelos índios, Markham passa a procurá-lo, em vão, por muitos anos. Após dez anos de buscas, descobre Tommy criado como um guerreiro. Produção norte-americana que marca a estreia da atriz paraense Dira Paes nas artes.
Jovem, a atriz Dira Paes fez seu debút no cinema com o longa norte-americano 'A floresta das esmeraldas'. Foto: Divulgação
Jovem, a atriz Dira Paes fez seu debút no cinema com o longa norte-americano ‘A floresta das esmeraldas’. Foto: Divulgação
Avaeté – Semente da Vingança (1985)
‘Avaeté – Semente da Vingança’ é um filme brasileiro de 1985, dirigido por Zelito Viana. A ficção faz referência ao massacre dos índios Cintas-largas, ocorrido na região de Fontanillas, hoje município de Juína, no Noroeste do Mato Grosso. Participaram da gravação índios da etnia Rikbaktsa. Na sinopse, criança índia sobrevive a terrível massacre e passa a ser protegida por cozinheiro branco arrependido de ter participado da expedição criminosa. Já adulto, e com o assassinato de seu protetor, ele inicia a solitária e eficaz vingança contra os matadores brancos. Os atores Renata Sorrah e Hugo Carvana participam do longa.
De 1985, 'Avaeté - A semente da vingança' traz no elenco os atores Hugo Carvana e Renata Sorrah. Foto: Divulgação
De 1985, ‘Avaeté – A semente da vingança’ traz no elenco os atores Hugo Carvana e Renata Sorrah. Foto: Divulgação
Índia, a Filha do Sol (1982)
O envolvimento de um branco e uma índia e das imensas diferenças culturais entre ambos e a violência do garimpo onde vivem é o enfoque do filme. Os dois convivem por um período nessa natureza intocada, com belezas e mistérios.  A  índia o alimenta, cuida dos ferimentos e o ama ao longo de toda a trama. Ele, por outro lado, mostra um desejo inicial, porém não a respeita e mostra a sua indiferença. O principal atrativo comercial do filme, quando lançado, deveu-se ao fato da projeção de estreia da atriz Glória Pires, no cinema, no qual ela apareceu nua pela primeira vez.
Com cenas de nuzez, a estrela Glória Pires faz sua estreia nas telonas em 'Índia, a Filha do Sol', de 1982. Foto: Divulgação
Com cenas de nuzez, a estrela Glória Pires faz sua estreia nas telonas em ‘Índia, a Filha do Sol’, de 1982. Foto: Divulgação
Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel (1979)
Guardiã do segredo do licor da Jurema, Iracema é filha do pajé da tribo Tabajara. Virgem, seu corpo pertence a Tupã, poderosa divindade indígena, e, caso se entregue a alguém, será castigada com a morte. Mas a chegada do guerreiro Martim, em missão de reconhecimento, desperta o amor de Iracema. Irapuã, cacique dos Tabajaras, apaixonado por Iracema, não contém o ciúme e decide eliminar o estrangeiro. Mas, o amor entre Martim e Iracema é mais forte que a intolerância e as leis de Tabajara. O  casal, para defender a união, decide fugir. Símbolo sexual dos anos 70, a atriz Helena Ramos liderou elenco da adaptação cinematográfica do romance homônimo de José de Alencar.
Símbolo sexual dos anos 70, a atriz Helena Ramos estrela adaptação da obra de José de Alencar. Foto: Divulgação
Símbolo sexual dos anos 70, a atriz Helena Ramos estrela adaptação da obra de José de Alencar. Foto: Divulgação
Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia (1977)
Com direção de Oswaldo Caldeira, o filme narra a resistência organizada pelo índio Ajuricaba, no século XVIII, à presença do colonizador português na região. Baseado em episódio da História do Brasil, o longa teve locações na própria floresta amazônica, e outros pontos da região. No elenco, os atores Rinaldo Genes, Paulo Villaça, Sura Berditchevsky, Nildo Parente, Aurélio Michilles e Amir Haddad. Também foi premiado em festivais nacionais e internacionais de cinema.
De Oswaldo Caldeira, 'Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia' foi rodado em 1977. Foto: Divulgação
De Oswaldo Caldeira, ‘Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia’ foi rodado em 1977. Foto: Divulgação
Iracema – Uma Transa Amazônica (1976)
O filme começa com a família de Iracema chegando de barco em Belém no Pará, para a festa do Círio de Nazaré. Mesmo com apenas 15 anos, ela permanece na cidade e começa a se prostituir, com as orientações das mulheres mais velhas. Num cabaré, ela conhece o caminhoneiro Tião “Brasil Grande”, que cruza a rodovia Transamazônica transportando madeira. Tião leva Iracema para suas viagens, até que se cansa dela e a deixa num prostíbulo de beira de estrada. Tempos depois, os dois se reencontram rapidamente. Tião parece ter melhorado de vida. Está com um caminhão novo e agora transporta gado. Já Iracema, está completamente entregue à prostituição e à miséria. A Iracema de Bodanzky é hoje uma obra cult, considerada um clássico do cinema documental.
O filme 'Iracema - uma transa amazonica'  teve o ator Paulo César Pereio à frente do elenco. Foto: Divulgação
O filme ‘Iracema – uma transa amazônica’ teve o ator Paulo César Pereio à frente do elenco. Foto: Divulgação
Uirá, um Índio em Busca de Deus (1974)
Uirá, um Índio em Busca de Deus é um filme dirigido por Gustavo Dahl e baseado em um livro de Darcy Ribeiro. A trajetória de Uirá, índio Urubu-Kaapor, na busca pela “terra sem males” é a trama da fita. A aventura começa após a morte do primogênito, quando ele e sua família decidem sair em busca de Maíra, até chegar ao Herói criador nas culturas: Tupi. Nesse processo, Uirá atravessa o interior do Maranhão e chega à capital, São Luís.
Filme 'Uirá, um Índio em Busca de Deus', de 1974. Foto: Divulgação
Filme ‘Uirá, um Índio em Busca de Deus’, de 1974. Foto: Divulgação
A Selva (1972)
Filme baseado no livo homônimo de Ferreira de Castro com direção do escritor amazonense Márcio Souza. No enredo, Alberto, após participar de uma revolução em Portugal, foge para Belém do Pará. Entregue por um tio aos cuidados de um arregimentador nordestino de seringueiros, vai parar no seringal ‘Paraíso’, às margens do Rio Madeira. Entra em contato com a realidade amazônica e a surpresa daquele exuberante mundo leva-o a mudar de orientação e de mentalidade, mesmo conhecendo todas as privações comuns ao emigrante nordestino que vai para a Amazônia em busca de um Eldorado. Anistiado em Portugal, Alberto pede permissão ao dono do seringal para deixar a região e retornar a seu país. Antes de fazê-lo, porém, incendeia o barracão e o dono do seringal morre.
O renomado escritor amazonense Márcio Souza produziu e dirigiu o filme 'A Selva', em 1972. Foto: Divulgação/ Site Márcio Souza
O renomado escritor amazonense Márcio Souza produziu e dirigiu o filme ‘A Selva’, em 1972. Foto: Divulgação/ Site Márcio Souza
O mundo perdido (1960)
Remake da fita muda de 1925. No enredo estadunidense, o professor Challenger lidera uma equipe de cientistas e aventureiros para procurar dinossauros vivos da época jurássica, em um lugar, conhecido apenas por ele, no interior da selva amazônica. Clássico da época de ouro dos filmes de dinossauros, com Michael Rennie (0 Klatu, de O Dia em que a Terra Parou) e Claude Rains (O Homem Invisível e The Wolfman).
O remake 'O mundo perdido' de 1960, teve elenco encabeçado pelo ator Claude Raims. Para filmar 'Jurassic Park', Steven Spielberg bebeu nessa 'fonte'. Foto: Divulgação
O remake ‘O mundo perdido’ de 1960, teve elenco encabeçado pelo ator Claude Raims. Para filmar ‘Jurassic Park’, Steven Spielberg bebeu nessa ‘fonte’. Foto: Divulgação
O Monstro da lagoa negra (1954)
A história passa-se na Amazônia, na época, a imensa região verde era palco de civilizações perdidas, mundos ocultos, animais pré-históricos, laboratórios de cientistas loucos. Um cientista, Carl Maia (Antonio Moreno), procura na região do Rio Amazonas fósseis antigos e encontra a pata de uma criatura desconhecida. Resolve, então, organizar uma pequena expedição e parte a bordo do barco “Rita” à procura de outros vestígios e esqueletos. Viajam até um local chamado de lagoa negra, devido às águas serem muito escuras, e lá acabam encontrando uma estranha criatura viva, um ser anfíbio muito parecido com o homem. Considerado a maior descoberta de todos os tempos, o monstro passa a ser caçado pelos humanos que querem capturá-lo com vida, e após vários confrontos com o ser, parte da expedição morre. A fita de horror foi filmada na Flórida (EUA).
O longa 'O Monstro da Lagoa Negra' narra a história de estranah criatura vivente na Amazônia. Película totalmente rodada na Flórida (EUA). Foto: Divulgação
O longa ‘O Monstro da Lagoa Negra’ narra a história de estranha criatura vivente na Amazônia. Película totalmente rodada na Flórida (EUA). Foto: Divulgação
O mundo perdido (1925)
Filme mudo, primeira versão cinematográfica da história passada na Amazônia. Teve remake em 1960, como apontou a matéria do portalamazônia.com, em ordem cronológica.  O “paleontologista ” Professor George Challenger acredita que ainda existam dinossauros nos lugares mais remotos da selva amazônica. Para ajudar a provar sua teoria, ele recebe o apoio de um jornal para viajar com um grupo de pessoas até lá e ver o que consegue encontrar. O problema é que suas teorias se mostram corretas, mas ele pode acabar pagando caro demais por sua descoberta. Em sua jornada, ele e seu grupo irão se defrontar com muitas aventuras, os perigos da floresta e uma surpresa atrás de outra. Escrito por Sir Arthur Conan Doyle em 1912, o filme foi feito originalmente em 1925 pela First National Picture e foi um sucesso sem precedentes nas bilheterias. Com o surgimento do cinema falado, o filme parou de ser distribuído em 1929, e todas suas cópias foram queimadas “misteriosamente ” para forçar a produção de uma versão mais nova, que nunca aconteceu.
Mudo, o filme "O mundo perdido", de 1925, é considerado superior ao remake de 1960 pela crítica especializada. Foto: Divulgação
Mudo, o filme “O mundo perdido”, de 1925, é considerado superior ao remake de 1960 pela crítica especializada. Foto: Divulgação

Há, ainda, extensa lista de títulos amazônicos no site do núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas – Ufam, o Navi, www.navi.ufam.edu.br/index.php/acervo.

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