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sexta-feira, 3 de maio de 2013

'Manaus de Antigamente' nas redes sociais

Há muito se vem falando sobre as redes sociais e o impacto que elas têm nas novas formas de comunicação e mobilização social. Em Manaus estamos vivendo nos últimos 2 anos, pelo menos, a veiculação de informações sobre a cidade de Manaus e a cultura amazônica em larga escala, no youtube, em sites e páginas no facebook. Milhares de pessoas curtem e comentam e isso chama a atenção dos gestores públicos. Mostra que a população está acompanhando o que está sendo feito na cidade, que se coloca contra ou a favor, que argumenta. Nesse ponto, as redes sociais são um canal democrático importantíssimo. Saber até que ponto essa mobilização pode sair do campo virtual para o campo presencial, com protestos ou ações efetivas de impacto social, é outro ponto que não está bem definido ainda. Para o bem e para o mal, as redes sociais estão aí. E seus administradores são pesquisadores empenhados, que dedicam tempo para buscar e filtrar as informações que veiculam em suas páginas gratuitamente.

Defendo muito o uso das mídias sociais na educação, porque são ferramentas de fácil manuseio, já estão disponíveis e são conhecidas e oferecem muitos recursos para serem ainda explorados. O professor pode conseguir material visual (fotos e vídeos) e referências bibliográficas fazendo uma busca nessas mídias. Concordo que há um trabalho de separação inicial para saber o que é joio e o que é trigo, porque nem todo material disponibilizado apresenta fontes seguras e isso é um ponto que ainda precisa ser revisto. Mas não tem como desconsiderar que são espaços de grande potencial educacional.

Aproveitando a matéria que saiu no Portal Amazônia, sobre a página 'Manaus de Antigamente' que, postando fotos antigas da cidade, foi conquistando as pessoas e levando-as a uma viagem pela sua própria memória, listo aqui outras páginas que também tratam de divulgar informações sobre nossa cultura amazônica. Ao mesmo tempo em que são espaços para rememorar, também são instrumentos de construção de memória.

No facebook:
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03 de maio de 2013 - atualizado as 17:14
Variedades
Amazonas

Tempos antigos x modernos: história de Manaus é resgatada em mídia social

Com 343 anos de existência, a capital amazonense ganhou registro histórico com a página 'Manaus de Antigamente'.

 Yago Ferreira - jornalismo@portalamazonia.com
Atualmente, a página 'Manaus de Antigamente' conta com mais de 19,5 mil curtidas. Ilustração: Reprodução/Facebook
Atualmente, a página ‘Manaus de Antigamente’ conta com mais de 19,5 mil curtidas. Ilustração: Reprodução/Facebook
MANAUS – Com 343 anos de existência, a capital amazonense guarda muita história na própria arquitetura. A cidade, que recebeu o nome em homenagem à tribo indígena da região, ‘Manaós’, ganhou há pouco mais de um ano, um registro histórico virtual. A página no Facebook ‘Manaus de Antigamente‘, surgiu como interação lúdica para alunos da pedagoga Gisella Vieira. Hoje, a página busca abrir os olhos da população para os espaços públicos ‘esquecidos’ nos diversos bairros da capital do Amazonas.
Em 2011, a pedagoga realizou um trabalho com alunos do ensino fundamental com o contexto das datas comemorativas do mês de setembro. Durante a ocasião, a educadora percebeu que os próprios alunos não sabiam detalhes sobre a história da região. Foi quando teve a ideia de usar as mídias populares da época para atingir o público mais jovem. “Primeiro usei o Youtube. Trabalhava com gravuras e montagens de fotos da Manaus antiga. Sempre me preocupei com que eles pudessem conhecer mais”, contou.
A página surgiu de uma atividade lúdica para os alunos da educadora. Na foto, a avenida Eduardo Ribeiro por volta de 1972. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
A página surgiu de uma atividade lúdica para os alunos da educadora. Na foto, a avenida Eduardo Ribeiro por volta de 1972. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
Gisella já trabalhava administrando a ‘Fan Page’ da escola onde trabalhava. Com a experiência, ela percebeu que tanto os alunos como os pais interagiam na página social. Em 2012, ela decidiu criar uma página para o projeto ‘Manaus de Antigamente’. “Também na semana de 5 de setembro, meus alunos perguntavam que lugar eram aqueles expostos. Quando percebi, existiam crianças de 5 ou 6 anos que não reconheciam o Teatro Amazonas. Me assustava saber que mesmo com aquela idade, eles não conheciam o teatro, símbolo da nossa identidade cultural”, comentou.
Apesar da falta de conhecimento popular deixar Gisella surpresa, o fato também é o que motiva a pedagoga. Segundo a administradora da página ‘Manaus de Antigamente’, ela enxerga a necessidade de tornar popular os espaços públicos. Ela reconhece que ao mesmo tempo que resgatam a história, fazem críticas às administrações públicas. “Quando percebemos que podemos ter de volta algo que perdemos, conseguimos forças para lutar por nossos objetivos”, justificou.
Ao mesmo tempo que resgata a história, a página faz críticas às administrações públicas. Na foto, a Igreja da Matriz, no Centro, na década de 70. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
Ao mesmo tempo que resgata a história, a página faz críticas às administrações públicas. Na foto, a Igreja da Matriz, no Centro, na década de 70. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
A página, voltada para o grande público, foi criada em 15 de setembro de 2012. Segundo Gisella, antes do fim do mês, já haviam cerca de mil ‘curtidas’, dado que indica quantas pessoas seguem as publicações da página. Para Gisella, o melhor foram os e-mails com acervos fotográficos das áreas urbanas da cidade. Segundo a pedagoga, é muito difícil ter acesso a registros visuais por parte do governo. “É muita burocracia”, afirmou.
Entre o público, os mais velhos se destacam como principais ‘ajudantes’ da administradora. Segundo Gisella, eles são os que mais têm memória para compartilhar, e portanto, sentimento pela Manaus de tempos passados. “É comum ouvir meus pais dizendo ‘antigamente, isso não era assim, ou aqui’; até mesmo daí surgiu o nome da página, ‘Manaus de Antigamente’. Encontrei num fórum desativado, fiz amizade com o dono do fórum, e passei a usar, pois identificava
meu objetivo”, apontou.
Diferente das grandes publicações, a página 'Manaus de Antigamente' busca descentralizar a história da capital amazonense. Na foto, a construção do atual Amazonas Shopping (1990). Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
Diferente das grandes publicações, a página ‘Manaus de Antigamente’ busca descentralizar a história da capital amazonense. Na foto, a construção do atual Amazonas Shopping (1990). Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
Diferente das grandes publicações, a página ‘Manaus de Antigamente’ busca descentralizar a história da capital amazonense. É comum, encontrar uma gama de livros falando sobre as principais avenidas centrais da cidade, mas bairros e zonas periféricas acabam sendo esquecidos, como a Cidade Nova e a zona Leste. “Hoje, na rede social, essas áreas são estigmatizadas. A população é taxada de marginal. O que mais pedem são fotos da Cidade Nova. Passei a pesquisar mais sobre essas áreas, inclusive na Biblioteca Pública do Amazonas“, revelou.
A pedagoga tem a ideia de montar um site de busca gratuito destinado a estudantes. Na foto, a praia da Ponta Negra; o registro não tem data definida é vaga dos anos 60 aos 80. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
A pedagoga tem a ideia de montar um site de busca gratuito destinado a estudantes. Na foto, a praia da Ponta Negra; o registro não tem data definida é vaga dos anos 60 aos 80. Foto: Divulgação/Manaus de Antigamente
Acervo Gratuito
Atualmente, a página ‘Manaus de Antigamente’ conta com mais de 19,5 mil curtidas. Com toda a dificuldade de conseguir documentos históricos sobre a cidade, Gisella já pensa no que fazer para facilitar o processo para terceiros. Ela tem a ideia de montar um site de busca, com fotos, documentos e até livros. Tudo gratuito, destinado a estudantes.
“Durante a minha pesquisa, sempre vejo muitos obstáculos para conseguir algum dado. É revoltante como documentos históricos importantes não podem ser disponibilizados com facilidade para quem realmente precisa. Não tenho recursos financeiros para montar um mega site, por isso, vou devagar. Os primeiros resultados devem aparecer pelo final do ano”, adiantou.

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