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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Depredações em espaços públicos em Manaus







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D24 AM
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Destruição de mudas lidera prejuízo 

da Prefeitura com atos de vandalismo

Secretaria de Meio Ambiente gastou R$ 193,7 mil só este ano para repor mudas em projetos de paisagismo. Depredações também atingem lâmpadas e monumentos públicos.
Manaus - A depredação de árvores e mobiliários dos parques e canteiros de Manaus já renderam à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) um prejuízo de R$ 193,7 mil só nos cinco primeiros meses deste ano. Reposição de lâmpadas, limpeza de pichações e substituição de mudas compõem a lista de reparos realizados mensalmente pelo órgão, devido à falta de conscientização dos cidadãos.
Responsável pela maior parte do prejuízo, a reposição de espécies arbóreas e ornamentais nos canteiros da cidade já custou ao erário, até o mês passado, cerca de R$ 190 mil. Destruídas principalmente nas zonas norte, leste e oeste, as mudas, dependendo do tipo, podem custar de R$ 1 a R$ 50.
Segundo o diretor de Arborização e Paisagismo da Semmas, Heitor Liberato, mesmo o prejuízo sendo dividido com a empresa responsável pela instalação de protetores nas mudas plantadas, cada unidade perdida corresponde a um desperdício de R$ 65 a R$ 100, levando-se em consideração os custos com transporte, manutenção e encargos sociais da mão de obra.
A estimativa atual da secretaria é de que dos 40% de perdas de mudas plantadas, 30% sejam motivadas pela ação de vândalos. “Do total de 1.922 mudas arbóreas plantadas, aproximadamente 760 (39,5%) devem ser substituídas por terem sofrido danos ou terem sido furtadas”, diz Liberato, ressaltando que 50% do serviço do departamento acaba sendo destacada para a reposição de perdas. No caso das mudas ornamentais, o índice de retrabalho, segundo o diretor, sobe para 40%, com 7,6 mil das 19 mil unidades plantadas em toda a cidade, sendo alvo de danos.
“O corredor viário da Avenida Natan Albuquerque é um exemplo. Lá foram plantadas, aproximadamente, 4 mil mudas ornamentais e mais de 500 arbóreas, das quais muitas já foram danificadas e até roubadas”, disse.
Fazendo reparo também aos finais de semana, nas avenidas de fluxo intenso de veículos, Liberato afirma que, em média, um dia e meio da semana precisa ser destinado ao replantio de árvores danificadas.
“As pessoas falam muito em educação ambiental, mas esquecem que arrancar uma árvore ou destruí-la também é ligado à falta de educação básica”, afirmou.
Público deve ajudar
Segundo o diretor de Arborização e Paisagismo da Semmas, Heitor Liberato, se a população preservasse as espécies já plantadas, a secretaria teria a possibilidade de atuar em outras frentes, como o plantio em 42 canteiros centrais da cidade que hoje encontram-se sem cobertura verde. “Temos também a capacidade de plantio de 700 novas árvores só em um pequeno espaço do Centro da cidade, mas para isso é preciso que as pessoas preservem”, disse.
Os reparos em parques e praças gerenciados pela pasta já geraram, até maio, um ônus de R$ 3,7 mil ao município. A compra de insumos para a realização de reparos nos parques e praças, alvos de vandalismo, justifica o montante.
No Parque dos Bilhares, Lagoa do Japiim e Praça da Saudade, detentores do maior fluxo de visitantes, em média, R$ 250 são retirados do orçamento, mensalmente, para a compra de materiais como lâmpadas, bancos, tomadas elétricas e chuveiros furtados ou destruídos, assim como de latas de tinta e solventes para a remoção de pichações.
À frente da gerência de parques da Semmas, Paulo Vitor Duarte afirma que os objetos danificados apresentam diferença dependendo do espaço público. No Parque dos Bilhares, as lâmpadas aparecem como as mais visadas, com 20 unidades furtadas por mês. “Por estarem mais baixas, elas acabam sendo o principal alvo.
Muitas vezes, o furto ocorre no mesmo dia em que a substituição foi feita”, diz, destacando que cada lâmpada sai por R$ 7.
Praça é a mais pichada
Alvo dos vândalos por três vezes só neste ano, a última ação no último dia 12, a Praça da Saudade, no Centro, ocupa o primeiro lugar em pichações entre os parques gerenciados pela Semmas.
Os mobiliários urbanos como bancos e lixeiras danificados pelos usuários demandam do município a realização de diversas manutenções corretivas. “Dos 40 bancos existentes lá, dez (25%) já estão em estado crítico em função do vandalismo, nos obrigando a substituí-los”, disse o gerente de Parques, Paulo Vitor Duarte.
O monumento em homenagem a Tenreiro Aranha e as colunas que circundam a praça foram restaurados após a terceira depredação neste ano. A falta de zelo com o patrimônio não se limita a objetos de fácil acesso.
Por contar com postes altos e de difícil acesso, o Parque Lagoa do Japiim, na zona sul, não sofre com prejuízos relacionados a furtos de lâmpadas, mas sim com as constantes pichações praticadas por estudantes.

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