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segunda-feira, 25 de março de 2013

Investimentos para a restauração de prédios públicos em Manaus

Mais uma matéria interessante sobre os investimentos para a RESTAURAÇÃO de praças e prédios públicos de Manaus. O financiamento vem pelo PAC Cidades Históricas e o prazo é antes da Copa de 2014. Um dos pontos de destaque é o destino das ruínas do Cabaré Chinelo, que servirá para um Centro de Artes Popular. Lembrando que só existe a fachada deste prédio. Então, temos muitas coisas para acompanhar de mudanças no Centro Histórico de Manaus.

A Crítica

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Montante de R$ 33 milhões deve ser investido em restauração de prédios públicos de Manaus

A quantia faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas do Governo Federal, que prevê R$ 1 bilhão para a restauração de monumentos e edificações de uso público

    Pavilhão Universal, na praça Tenreiro Aranha: local que já serviu de palco para reuniões de barões da borracha está abandonado
    Pavilhão Universal, na praça Tenreiro Aranha: local que já serviu de palco para reuniões de barões da borracha está abandonado (Evandro Seixas )
    Manaus deve receber mais de R$ 33,6 milhões para restaurar prédios públicos tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional. O montante faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas do Governo Federal, que prevê R$ 1 bilhão para a restauração de monumentos e edificações de uso público (primeiro grau) e mais R$ 300 milhões para o financiamento e recuperação de imóveis privados (segundo grau). Ao todo, 44 cidades foram selecionadas no país, sendo que a capital amazonense é a única do Norte beneficiada pelo programa.
    Dez prédios devem ser recuperados, inicialmente, conforme projeto da Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb). Pela prefeitura, foram mapeados no Centro Histórico 1.656 edificações de interesse de preservação de primeiro e segundo graus, inclusive a orla portuária e dez praças históricas. O Implurb apresentou as dez primeiras propostas para acessar os recursos no início de março, ao Iphan, em Brasília. Algumas restaurações têm previsão de conclusão até 2014, tais como, a praça da Matriz e do Relógio Municipal, ambos no Centro.
    Donos de prédios privados tombados pelo patrimônio histórico também terão acesso ao dinheiro por meio de linha de crédito num segundo momento, cuja data, ainda não foi definida. O financiamento deve ser concedido aos donos de imóveis particulares por meio da Caixa Econômica Federal, segundo a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas.
    O órgão informou que no primeiro momento, apenas imóveis de uso público ou que estão em espaço público integram a lista de prioridades submetida ao Ministério do Planejamento.
    Contemplados
    Entre os imóveis que compõem a lista do PAC Cidades Históricas, em Manaus, estão a Biblioteca Municipal; o Relógio Municipal que devem ser restaurados; o Museu do Homem do Norte, que será revitalizado; a antiga sede da Câmara Municipal, que será transformada numa escola de arte; e revitalização do entorno da Praça XV de Novembro (conhecida como Praça da Matriz). As praças Dom Pedro II, Tenreiro Aranha, Adalberto Vale e dos Remédios, serão restauradas e revitalizadas. O Pavilhão Universal, na Praça Tenreiro Aranha, também será restaurado.
    Conforme o Implurb, o projeto da praça da Matriz é o que estámais adiantado e pronto para ser posto em prática. Os trabalhos contemplam o paisagismo do local, novo projeto do aquaviário, mobiliários urbanos, iluminação pública e cênica, além do restauro do Relógio Municipal e reabertura do canteiro central. A intervenção tem previsão para estar concluída até a Copa do Mundo de 2014.
    Tombado, mas esquecido
    No Centro há vários imóveis tombados. Porém, enquanto prédios como o Teatro Amazonas estão bem cuidados e recebem atenção constante do poder público, outros com Hotel Cassina que posteriormente virou o Cabaré Chinelo, na rua Bernardo Ramos, estão em ruínas e abandonados. O prédio integra o patrimônio cultural de Manaus e foi incluído como unidade de preservação de primeiro grau em 2004. De sua estrutura original, construída em 1899, restaram apenas as quatro paredes que ainda não foram ao chão pela ação do tempo apenas porque estão escoradas por vigas de ferro.
    O prédio representa a Manaus da Belle Époque, mas é o reflexo do abandono. Segundo a Superintendência do Iphan no Amazonas, o prédio está inscrito pela Prefeitura de Manaus para ser restaurado no PAC Cidades Históricas. Ele deve abrigar um Centro de Artes Popular, conforme o projeto. De acordo com o Implurb, o projeto do resgate do prédio prevê obras de restauração e revitalização. O Palacete Provincial, também na praça Dom Pedro 2º, continua sendo restaurado.
    O Iphan não soube informar a identidade do proprietário do prédio que ficou conhecido como Caberé Chinelo.
    Outras edificações tombadas guardam apenas as histórias e o valor cultural daquilo que foram um dia porque se não estão em ruínas, estão ofuscadas pelo emaranhado de fios da rede elétrica e telefônica ou por placas de publicidade e bancas de camelôs.

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