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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tipos de cestaria: paneiros e outros



A cestaria amazônica guarda uma infinidade de técnica e um vocabulário que pode confundir, como os cestos. O nome deste blog é PANEIRO, pelo conceito de cesto onde se pode guardar coisas, transportar, servir de embalagem para presente e como elemento decorativo. Um paneiro então é um cesto, mas nem todo cesto é paneiro. Existem vários tipos de cesto e este site sobre a Arte BANIWA explica bem alguns deles. O site traz muitas outras informações sobre a cultura Baniwa, para este post pegamos apenas algumas informações sobre a cestaria. Mas vale a pena visitar e conhecer mais sobre um dos povos que habitam a região amazônica e contribuem para tornar mais rica a cultura regional.

Paneiro

Paneiro dzawithída

Cesto de trama aberta, feito de cipó titica/uambé/arumã, forrado de folhas de arumã ou de sororoca (Ravenala guaianensis), onde se acondiciona a farinha de mandioca para uso e para venda. Tem sido usado como embalagem descartável dos produtos da linha Arte Baniwa e também vendida como embalagem para cestas comemorativas (Natal e Páscoa, por exemplo).










Urutu

Urutu oolóda


Os Baniwa fazem esse tipo de cesta em formatos grandes, sem desenhos marchetados, para reservar massa de mandioca (antes e depois de espremer no tipiti) e também para guardar farinha, beiju e roupa.

Para comercializar, os Baniwa produzem urutus de vários tamanhos - tanto de diâmetro quanto de altura - geralmente com grafismos coloridos marchetados. 










Balaio

Balaio waláya


Os waláya aparecem na mitologia e nos rituais de iniciação das meninas e meninos baniwa. Tradicionalmente, os meninos aprendem a fazer cestas deste tipo e ofertá-las às suas amigas rituais, ao término do período de reclusão.
Os Baniwa usam os waláya makapóko = balaios grandes, para recolher a massa de mandioca (antes e depois de espremer no tipiti) e para servir beiju e farinha nas refeições. Serve de suporte para presentear com frutas e outros alimentos. 







Jarro

Jarro kaxadádali


O termo kaxadádali , em baniwa, refere-se ao formato barrigudo, de uma cesta ou cerâmica; palavra que se aplica também às pessoas (mulheres grávidas, por exemplo) e aos animais; antigamente era feito também de cipó e usado para guardar miudezas (como bóias de molongó e iscas para pescar), ficando submerso até o pescoço.















Peneira

Peneira dopítsi


As mulheres baniwa se orgulham das suas peneiras, objetos de uso diário que demonstram a competência artesanal dos seus maridos.

As peneiras são cestos platiformes, circulares, com talas afastadas, usadas para cernir a farinha e para transportar o beiju do forno até o jirau; suspensas por um tirante de cordas, servem como suporte para empilhar beiju seco.

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