Captura_de_tela_2015-04-23_15.58.22
Pela primeira vez um mapa mostra quem são os produtores criativos de uma região brasileira.  A experiência começa na Vila Madalena, ponto de encontro em São Paulo de pessoas envolvidas com arte, música e cultura em geral. A ideia é disseminar o projeto pelas cidades brasileiras.
Batizado de Arranjos Criativos Locais, o mapa mostra mais de cem pontos do bairro que vão desde estúdios de tatuagem a restaurantes, de hostels a oficinas infantis.
Este projeto faz um levantamento inicial de lugares que fazem parte deste arranjo criativo local da Vila Madalena. Qualquer pessoa pode contribuir online e acrescentar outros locais que quiser através do site criativoslocais.com.br. As indicações serão depois aprovadas, avaliando o critério de criatividade e inovação.
O projeto é o primeiro desenvolvido pelo Laboratório da Cidade, que terá seu lançamento neste sábado na própria Vila Madalena. Localizado na parte de cima de um galpão o LabCidade, como também é chamado, já reúne mais de 40 iniciativas para discutir, mostrar e executar propostas para melhorar as cidades.
No dia 25 de abril, das 12h às 19h, haverá uma intensa programação na rua Medeiros de Albuquerque 270, onde fica o Laboratório da Cidade.
Será mostrada a  exposição Praças (Im)possíveis, do Coletivo Bijari, com “bici-praças”, bikes que viram praças portáteis, ou acompanhar a montagem de um “pop-paklet”. Foodtrucks ficarão estacionados por ali durante o dia todo e, pela noite, tem show Música no Escuro, dos Trovadores Urbanos, para os primeiros 100 que retirarem os ingressos no site do Catraca Livre. Aproveitando o lançamento, também serão distribuídas as versões impressas do mapa Arranjos Criativos Locais produzidos pela Loja Ao Vivo TV.
reprodução
reprodução
"Talvez seja possível criar um exemplo de um arranjo criativo local, uma rua criativa, modelo para outras ruas de São Paulo."
O Laboratório
LabCidade se propõe a ser um ponto de encontro destes locais, uma rede aberta de iniciativas como mutirões urbanos, projetos de urbanismo, mapeamentos, tecnologia verde, desenvolvimento de softwares e visualizações de dados, meio ambiente (com várias iniciativas ligadas à água), inovação, arte e cultura.
“A ideia surgiu em janeiro, após uma conversa com o Armazém da Cidade, que nos propôs pensar a ocupação da parte superior do galpão onde estão. Em menos de 30 dias já tínhamos dezenas de iniciativas interessadas, com novos projetos surgindo”, explica André Deak, coordenador do laboratório e diretor do Liquid Media Laab, agência digital que realiza projetos de cartografias digitais colaborativas como o Mapas Afetivos e o Arte Fora do Museu.
“Estamos propondo uma rede de projetos que tenham como objetivo melhorar a sociedade. Que não sejam isolados, que usem tecnologia como vetor do desenvolvimento. Queremos o bairro como lugar de conexões, o território como fonte de convivência e de aprendizagem. Talvez seja possível criar um exemplo de um arranjo criativo local, uma rua criativa, modelo para outras ruas de São Paulo.”
O laboratório também quer ser um exemplo de ocupação sustentável para a cidade: uso de água da chuva para 100% do uso na casa, com uma mini central de tratamento de esgoto. Instalação de energia renovável para produção não apenas para o próprio laboratório, mas prevendo excedente para as casas vizinhas. Lixo reciclado e minhocário para lixo orgânico. Todos os sistemas serão transparentes, com acesso online às informações sobre o os processos e consumos da casa.
Reprodução
Reprodução
"Queremos o bairro como lugar de conexões, o território como fonte de convivência e de aprendizagem."

Como funciona?

"Na prática, somos uma associação destas iniciativas, com três eixos de atuação."
  • Formação de rede: ao participar, você começa a interagir com outras iniciativas; acreditamos que a troca de experiências e o encontro geram novas ideias, projetos, negócios.
  • Educação: agimos na formação dos integrantes da rede, com oficinas de capacitação dentro dos interesses e necessidades (autorizações para uso do espaço público; editais; metodologias de mapeamentos, etc), mas também na formação de cidadãos interessados em melhorar as cidades, com palestras e oficinas, principalmente oficinas “hands-on”, mão na massa.
  • Sustentabilidade: ao fazer parte da rede os serviços e conhecimentos de cada iniciativa passam a fazer parte do “cardápio” de ações oferecidas a patrocinadores, governos e interessados em melhorar a cidade. Os patrocínios são revertidos para os membros da rede. Também a partir do encontro olho no olho, que acontece sempre a cada 15 dias, saem projetos conjuntos entre diversas iniciativas proporcionando novos trabalhos.

Como fazer parte?

Patrocinadores
O LabCidade busca patrocínio de empresas ou governos dispostos a investir em projetos e protótipos para melhorar as cidades. Diferentes cotas de patrocínio dão direito a um cardápio de serviços e consultorias executados pelas iniciativas que fazem parte da rede. Entre em contato para saber mais.
Iniciativas que querem fazer parte
Se você faz parte de algum projeto ou iniciativa para melhorar a cidade, pode fazer parte da rede contribuindo com R$ 50, R$ 100 ou R$ 150, mensalmente, de acordo com a possibilidade de cada iniciativa. A rede existe para auxiliar cada projeto a se desenvolver através de articulação, formação e sustentabilidade.
Cidadãos
Qualquer cidadão pode contribuir com sugestões, ideias, e também com o chamado financiamento colaborativo recorrente. Se você acredita que é importante existir uma rede de iniciativas cidadãs preocupadas em melhorar a cidade, nos ajude e faça parte como colaboradores. E apareça também para um café - produzido de maneira sustentável, é claro.
A lista de iniciativas que já fazem parte deste grupo são:
  • Wikipraça
  • Viva Rio Pinheiros
  • Código Urbano
  • Arte Fora do Museu
  • Mapas Afetivos
  • Liquid Media Laab
  • Núcleo Digital
  • Conexão Cultural
  • O Gangorra
  • Rios e Ruas
  • Cidade para Pessoas
  • Acupuntura Urbana
  • Era Transmídia
  • Made in Sampa
  • AHH
  • Estufa
  • Cocidade
  • Choque Cultural
  • SHN
  • Garapa
  • Movimento 90 graus
  • Festival Path
  • Panda Criativo
  • Ciclo Vilas
  • Coletivo Belezura Parklets
  • ecomobilidade
  • Casa de Lua
  • Sampa a Pé
  • Preto Café
  • Instituto Políticas Relacionais
  • Bijari
  • Minha Sampa / Meu Rio / Minhas Cidades
  • Mobilidade Verde
  • Virada Sustentável
  • Sergio Reis (cicloativismo e jardinagem de guerrilha na Batata, entre outros projetos)
  • CineSolar
  • Coleticidade
  • Rooty Roofs
  • SobreUrbana
Na casa onde fica o laboratório, as seguintes iniciativas ocupam o espaço:
  • Movimento 90 Graus
  • Muda Cultural
  • Mobilidade Verde
  • Rios e Ruas
  • Viva Rio Pinheiros
  • Mapas Afetivos
  • Arte Fora do Museu
  • Architec - architech.org.br
  • Era Transmídia
  • Made in Sampa
  • Tyngu
  • Acupuntura Urbana
  • Rooty Roofs
  • Coleticidade
  • Olho da Rua