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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Um livro por dia


Um livro por dia



Aquisição: 23 de abril de 2017.
Início da leitura: 30 de abril de 2017
Final da leitura: 22 de junho de 2017
Outros dados. O livro foi publicado originalmente em 2005 e esta edição da Casa da Palavra, é de 2007. Tem 318 páginas.

Aquisição
Eu encontrei esse livro enquanto fazia compras de supermercado com um amigo. Isso mesmo. Este livro estava junto com outros, organizados em uma pilha, na entrada de um supermercado, como produtos em promoção. Ficamos olhando as capas, manuseando, conferindo os preços, pensando nas necessidades ou não, até que ele me mostrou esse. Achei interessante primeiro pelo título, porque não tinha entendido o desenho no primeiro momento. A palavra "livro" na capa, já me cegou para o resto. Comprei por R$ 14,00.

Memórias resgatadas
Ao chegar em casa e começar a manusear o livro é que me dei conta de que tinha algo de familiar nesse desenho e aos poucos fui puxando memórias até desconfiar que se tratava de uma livraria pela qual eu tinha passado em 2006. Recorri às fotos de viagem e lá estava. Sim, eu tinha passado

Primeiras impressões pós-leitura
* Fiquei com vontade de abrir uma livraria.
* Adorei conhecer o George, um intelectual marxista que abriga desconhecidos.
* Vi Paris por outras lentes, diferente da "cidade luz".
* Repensei o sentido da vida.
* Se eu tivesse uma livraria, também moraria nela.
* E quando eu for novamente a Paris, vou passar na Sharespeare and Company, entrar e comprar um livro. A primeira vez, passei direto.



Livraria Shakespeare and Company. Foto: Evany Nascimento. Junho 2006.

O que a obra me fez pensar

É uma história que quebra o imaginário que temos de "Paris, a cidade luz", a capital modelo de modernidade para o mundo, a cidade dos postais e do cinema. E que bom que nos causa isso, porque precisamos enxergar as cidades como espaços de contrastes, vivos, espaços de lutas e conflitos. E isso o texto vai mostrando todo o tempo. A livraria e a vista para o rio Sena, as ruas e prédios do entorno. É como se um canto de Paris saísse dos postais e ganhasse corpo. Mas não um corpo glamouroso, mas um corpo marginal, pobre e livre, ou como dizemos em Manaus, "sem eira nem beira". 

Viver com quase nada. Isso parecia possível aos personagens do livro. E isso faz repensar a situação de posses e toda a sociedade de bens. Faz pensar o conceito de conforto e tudo que o envolve, especialmente o conforto para diferentes classes sociais. 

Em alguns momentos, parecia que eu estava na Europa medieval, vista nos filmes ou em textos de história. Mas daí, alguns indícios revelavam que o contexto era contemporâneo. 

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